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terça-feira, 13 de maio de 2008

Como comecei a minha caminhada pela vida!






O meu 1º ano de vida foi muito turbulento para os meus pais e irmãs, era preciso estar sempre alguém comigo, era feito turnos entre os pais e as manas porque elas andavam na Universidade, e os pais iam trabalhar e vinham a correr para ca, era mudar fraldas, passar toalhetes, pôr pomadas e cremes e eu até tinha um peninha da mamãe, porque ela não descansava nem um pouquinho, porque a minha mana Serena que era perfeita tb foi atropelada --Cá em casa existe mais 16 manos gatos e 2 cães rafeiros, recolhidos da rua, todos em situações críticas, mas eu foi um desafio para a mamãe, e quis Deus que eu tinha uma mana gatinha perfeita e que num certo dia alguém sem coração atropelou minha mana e nem parou para recolhê-la. Resultado - gatinha (Serena) ficou paralítica, o médico quis eutanasiá-la, mas os meus pais nunca consentiram tal atitude, nem tinha esse direito, porque se eu era paraplégico de nascença e eles não me abandonaram, tb tinham de fazer um esforço e cuidar da mana "Serena". Então disseram ao veterinário, vamos tomar conta da Serena, por conta e risco, porque já temos lá em casa um gato paraplégico de nascença, ele olhou para os pais novamente e disse em tom de piedade - vocês é que sabem mas a gatinha, vai acabar por morrer porque ela tem múltiplas fracturas e pode ficar com incontinência porque tem uma lesão a nível da coluna e é raro escapar. - novamente disseram- vamos levá-la para casa e tratar dela como tratamos nosso Simba e Deus há-de-nos ajudar, e graças a Nossa Senhora de Fátima, tudo correu bem, a mana Serena hoje em dia passado 1 ano e meio anda com três patinhas porque uma ficou encolhida. A Serena é muito feliz, parece uma borboletinha a correr pela fazenda, faz-me irritar, agrarrando-lhe no rabinho. Até o meu nome tem uma história engraçada porque fui tudo muito rápido, minha mamãe soube da minha existência, logo adoptou-me com 15 dias, mal abria os olhitos (foi no domingo dia 7-05-2006), no outro dia levou-me para a VET, mas o diagnóstico e decisão dos médicos foi horrível, a mamãe chorava e eu só aproveitava e lambia-lhe as lágrimas salgadas que caiam como gotinhas da chuva, que eu costumava apanhar no terreno onde fui abandonado, quanto mais a mamãe chorava, mais contente eu ficava, pq eu tinha muita sede e fominha por ter feito uma viagem dentro de um taxí com 5 pessoas a chatearem minha mãezinha, até de “TONTA” lhe chamaram, mas a mãe disse-lhes: que estava pagando seu transporte como todos e queria silêncio, porque estava nervosa, porque eu miava assustado por causa do carro, de toda aquela experiência horrível que estava a se passar, e eu não sabia portar-me bem. Depois da decisão da médica a mãe chamou pelo telefone as manas Sofia e a Rubina e chorando contou o que a médica disse sobre mim, que a médica decidiu que era melhor eutanasiar-me, mamãe chorava como Maria Madalena, as Manas tb, pareciam que estavam no velório, mas tudo se resolveu em instantes, a decisão foi pegar-me ao colo e minha bolsita, sairam todos a chorar da Vet e eu ainda não tinha nome, porque não tinha havido encontro no domingo com as Manas porque elas estavam no Funchal a estudar, mas quando a minha mana RUBINA olhou para mim logo disse à mamãe - vamos chamar-lhe SIMBA como o Rei Leão, e chorando com sua mãozita na minha cabeça dizia, mamãe é tão lindinho, ele vai ser um gatinho corajoso e forte e vai vencer toda esta fase e também vamos lhe pôr –o apelido José para estar protegido, como a mamãe fez comigo. E fui assim o meu Baptismo (Simba José), madrinha Rubina José, em plena rua entre a Vet e o trabalho da minha mãe, na presença da mana Sofia que chorava aos soluços com a Rubina e a mamã. Agora eu sou muito, mas muito feliz e peço a Deus que dê muita saúde aos meus pais para poderem cuidar sempre dos seus animais, porque são especiais e o dia de amanhã não se sabe o que pode acontecer.